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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Resenha do filme: "Homens de honra"

     Uma história de luta, persistência, garra e determinação. Sair de uma cidade rural, ir para a cidade grande, entrar num navio onde sonha ser marinheiro chefe e é apenas o cozinheiro, servindo de chacota a todos os outros, não deve ser fácil para ninguém. Ainda sendo negro, nos Estados Unidos, na década de 30.
Recebeu a primeira promoção, mas ainda não era o que queria. A sorte foi-lhe maltratar. Ele tentou por anos entrar para a escola de mergulhadores, e um dia foi chamado. No portão da escola de treinamento de mergulhadores, com a carta de recomendação nas mãos, foi humilhado mais uma vez, ficando em pé num sol escaldante, o dia todo. Todos os brancos que chegavam entravam direto, mas ele não. Até que por fim, um treinador o deixou entrar. No dormitório, o treinador para humilhá-lo mais ainda, pediu a todos que cumprimentassem o novo membro, ao que todos disseram que não dormiriam com negros, pegaram suas coisas e sairam. Ficou apenas um, um gaguinho branco que também era muito humilhado na turma, e fez amizade com ele.
O comandante, um velho ranzinza e mandão, avisou ao chefe que não queria negros na sua turma e que o chefe deveria fazer de tudo para que ele desistisse, mas ele continuava firme, e tinha na mente as palavras de seu pai, que falou quando ele estava partindo: “Nunca deixe de tentar” e ele nunca deixou.
Tornou-se mergulhador, perdeu uma perna para salvar a vida de companheiros, mas ainda não era mergulhador chefe. Colocou uma prótese na perna amputada, comparece perante a junta de Washington, para decidirem se ainda podia mergulhar com a prótese. Fizeram-no colocar um escafandro muito pesado e dar 12 passos com ele. Se conseguisse, estaria reintegrado à marinha dos Estados Unidos. Com muitas dores, esforço e com a ajuda do ex-chefe que o havia treinado e agora era seu amigo, ele deu os 12 passos.
É comovente ver a determinação de uma pessoa quando realmente tem um propósito na vida, dar tudo de si para conseguir. Carl Brashear, tornou-se o primeiro marinheiro chefe, patente maior na marinha dos Estados Unidos conseguida por um negro.
É um filme onde o homem coloca sua honra, força de vontade e persistência acima de qualquer coisa, e prova a todos que todos somos capazes.                                                                                                                                               (ebah)

sábado, 9 de novembro de 2013

Dia da Consciência Negra
História do Dia da Consciência Negra, cultura afro-brasileira, importância da data, quem foi Zumbi dos Palmares, 20 de novembro

dia da consciência negra
Zumbi dos Palmares: um herói brasileiro
                               
                                    História do Dia Nacional da Consciência Negra
           Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
            A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data
            A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 
            A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. 
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
                                                                sua pesquisa.com